TANGO - UNIVERSAL
A progressiva expansão do Tango como uma música que transpõe fronteiras locais e acaba tornando-se patrimônio da humanidade, encontra seu cifrado clave na figura trascendental de Astor Pantaleón Piazzolla, músico de inolvidável projeção que deixou a sua pegada na notável universalização do Tango.
Até os anos 40 era o bandoneonista que passara pela orquestra do maestro Aníbal Troilo - porém em seguida, joga todas suas fichas congregando músicos e apresentando seu estilo no Café Marzotto da cêntrica calle Corrientes. Seu gesto poderia ter sido visto como de uma tremenda rebeldia juvenil, porém foi a pedra de toque para a mais profunda revisão e renovação que o Tango conheceu na última metade do século vinte.
A partir deste astro, a música de Buenos Aires nunca mais foi a mesma. Eis a música cidadã portenha - o Tango, que foi cruzando fronteiras e instalou-se no mundo por direito próprio. O Tango que a gente ama... salve Libertango!
(ADR)

